.................................................................................não tirem o vento às gaivotas

16/01/2014

sou


gustave courbet


sou

sou

sou

mesmo contra vossa vontade. sou

não sou este

o que desse palanque cogitais

sou aquele

aquele que daqui

deste meu reservatório

de ideias. sou

sou assim

duro como pedra

mole como os pensamentos

tramados pelas mãos

sou

sou

sou

sou convencido no que sou

sou até um qualquer

sempre que quero

e quando não quero

também sou

hoje. por acaso. sou um ruído com olhos castanhos

vejo todos os sons com um sou

um sou único

talvez um sou com som

um que se ouve a si

para dizer:

assim serei

com o meu som. eu sou

sou

sou

sou

sou de um tamanho que já não existe

presente para o mundo

dos que nada são

sou afinal. um sou só

só porque sou teimoso

para não ser um sou dos outros

sou meu

sou do meu sou

talvez louco. sim. talvez

mas sou

sou

 
 

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