gastas o tempo a não ser. dizes: são
palavras senhores – nem atena foi feliz e tu. perdida no saber do que nunca
foste capaz de aprender - cultura - será que sabes escrever? foste barriga
prenha – és cruz para quem caiu do meio das tuas pernas – parir é dor. criar é
amor e tu envolta em canetas – nas fotos que guardam o passado: um pai. faz
tranças num cabelo igual ao teu – e o vento já partiu da boca aberta de éolo –
aguarda. todas as folhas ao teu lado partirão – e na tua face. os primeiros
sinais de outono. pau seco. despido. na pele a memória de uma virgindade
perdida – e o belo a crescer – entre as pernas. resta agora o barulho das águas
que se perderam. búzio com o primeiro choro
– és mulher. ainda – e mãe?
[e
tudo morreu nas entranhas. ao seu lado a placenta jaz imóvel. acabaste de
perder a tua única vida]
Muito bom!
ResponderEliminarobrigado tadeu. uma boa semana
ResponderEliminarabraço