vânia lopez
o abandono do céu no dobrar de uma gaivota, é música, para de joelhos rezar o silencio. nunca houve tanto silencio semeado com os dedos das mãos juntas. a hora se faz mais bonita nos momentos que testam a alma, sequestram os olhos no último limite da emoção, uma lamparina estremece. e de repente a gaivota some em queda livre, a música corre solta pelos jardins enluarando meu interior. nas pinceladas, o impacto. e a gente... até esquece-se de morrer.
para um amigo
respondi:
ouço – bach. ave maria – e questiono-me se
o tempo é igual para todos – sei tão pouco sobre mim. sei tão pouco do mundo – abril.
abril – cinquenta e um anos. e só me lembro dos invernos e desta dor nas mãos por
não conseguir escrever o que sinto – sinto – sinto tantas coisas na carne e não
sei se são minhas por amor ou fruto de doença maligna – restam-me as gaivotas e
o vento
obrigado vânia. obrigado por estares sempre aqui
abril, está no céu... na tua poesia marcada como
ResponderEliminarrespiração dos ossos. feliz com teu regresso. mas hoje,
vim aqui para deixar um beijo e abraço que chegue aí.
parabéns. mesmo que não esteja por perto. obrigada pela alegria
que volta e que eu cantaria como se fosse abril...
Vania Lopez
obrigado amiga - só eu sei como estás sempre tão pertinho do que sinto - beijo - bom domingo
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