.................................................................................não tirem o vento às gaivotas

18/04/2013

bastou um abril... para encher o cantil de sede



vânia lopez


o abandono do céu no dobrar de uma gaivota, é música, para de joelhos rezar o silencio. nunca houve tanto silencio semeado com os dedos das mãos juntas. a hora se faz mais bonita nos momentos que testam a alma, sequestram os olhos no último limite da emoção, uma lamparina estremece. e de repente a gaivota some em queda livre, a música corre solta pelos jardins enluarando meu interior. nas pinceladas, o impacto. e a gente... até esquece-se de morrer.


para um amigo


respondi:

ouço – bach. ave maria – e questiono-me se o tempo é igual para todos – sei tão pouco sobre mim. sei tão pouco do mundo – abril. abril – cinquenta e um anos. e só me lembro dos invernos e desta dor nas mãos por não conseguir escrever o que sinto – sinto – sinto tantas coisas na carne e não sei se são minhas por amor ou fruto de doença maligna – restam-me as gaivotas e o vento


obrigado vânia. obrigado por estares sempre aqui



2 comentários:

  1. abril, está no céu... na tua poesia marcada como
    respiração dos ossos. feliz com teu regresso. mas hoje,
    vim aqui para deixar um beijo e abraço que chegue aí.
    parabéns. mesmo que não esteja por perto. obrigada pela alegria
    que volta e que eu cantaria como se fosse abril...


    Vania Lopez

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  2. obrigado amiga - só eu sei como estás sempre tão pertinho do que sinto - beijo - bom domingo

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