chegará o dia em que direi:
que se foda a respiração
e todo este corpo
que mais não é
do que carne alimentada por dois pulmões
que respira mortalidade
ou vida estúpida
ou fuga à morte
ou outra coisa qualquer
que nos mantém ligados às ruas
aos sinais de trânsito
aos mercados com as suas vendedoras
às gaivotas tontas que agora aparecem na minha cidade
como se um mar se guardasse num charco
e ao pequeno almoço que é quando começa o dia
e o corpo se curvasse ao café expresso com fé
que a sua cafeína seja a força motriz
para levantar voo até saturno
mas se não houver espaço
estrelas ou cometas
que as borras do café se transformem em raiva
para levantar o mundo
que tenho dentro de mim
chegará o dia em que digo: que se
foda a respiração e todo este corpo que mais não é do que carne alimentada por
dois pulmões que respira mortalidade. ou a vida estúpida. ou fuga à morte ou
outra coisa qualquer que nos mantém ligados às ruas. aos sinais de trânsito.
aos mercados com as suas vendedoras. às gaivotas tontas que agora aparecem na
minha cidade. como se um mar se guardasse num charco. ao pequeno almoço que é
quando começa o dia. e o corpo se curvasse ao café expresso com fé que a sua
cafeína seja a força motriz para levantar voo até saturno. mas se não houver
espaço. estrelas ou cometas. que as borras do café se transformarem em raiva
para levantar o mundo que tenho dentro de mim
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