muitas vezes inventamos o
ciúme pelo prazer do encontro dos corpos. sabemos que depois da tensão. ou da
pergunta que nunca chegou a ser. surgirá a dança do cortejo – este artifício
permite que os galanteios renasçam. e que os corpos se reencontrem – assim faço
ciúme como a aranha faz a teia. para atrair o que deseja – o toque surge como
primeira carícia. lembrança daquela que inventámos no passado quando nos
procurámos – o paladar do primeiro beijo reaparece. e no arrepio do contacto
com a epiderme dissolve-se o ciúme – chega o momento em que digo. sou teu – o
suor cresce com a fusão dos corpos – a noite é minha. e o ciúme aliado – e da
alma frágil emerge a perícia da mulher – também ela usa o ciúme. e faz crescer
o desejo – depois os corpos dormem enrolados nas artimanhas do pecado venial.
sabendo que noutro dia qualquer o ciúme voltará. apenas para fazer sorrir a
noite
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