que
raio de sábado. se pudesse reconstruir o corpo – por favor. é para mudar o óleo
e as velas. a frio já não pega bem – ó meu amigo! já agora lave por dentro e
por fora. principalmente por dentro. está um esterco - visto uns jeans claros.
camisa preta. desabotoada. a ver-se o coração por inteiro. e lá vou eu para
mais uma jornada – limpinho de tudo – que raio de sábado. os olhos amarrotados
de escuro procuram a palavra salvação – vai com deus. meu filho. eu te abençoo –
a salvação está na ponta de uma flecha. a rasgar o tempo. enquanto diz: goodbye.
my love – e a pintura desgastada. metalizada. a reluzir ao luar. e o cano de
escape fumega amor num areal onde as ondas se desfazem em saudade – já não há beijos
sôfregos. nem promessas de eternidade – morre sábado. atira-te do meu penhasco.
tenho muitos. são todos altos. escolhe um e salta. e voa como voam as gaivotas
– livres
.................................................................................não tirem o vento às gaivotas
31/03/2014
intransitivo
olivier de sagazan
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