na busca
pela felicidade. nunca encontro refúgio nos meus pensamentos – estes oprimem-me
pela imensidão de informação indecifrável – a mente escarnece sem piedade. como
se pensar fosse uma condenação – meu pensamento. despido de sumptuosidade.
oscila entre o que fiz. e o que gostaria de ter feito – no passado. encontro
sempre algo de errado. e assim. tento corrigir o que ainda planeio fazer –
nasce então mais uma dúvida – a felicidade distancia-se. é mais próxima das
certezas. uma magnificência que o meu pensamento ainda não alcança – tenho
agora a esperança de que a morte. em seu silêncio absoluto. me conceda a
felicidade eterna. e sim. finalmente. o pensamento render-se-á ao silêncio das
pulsações – e assim. alguém dirá por mim: deixou de pensar. deixou de existir
.................................................................................não tirem o vento às gaivotas
13/08/2015
deambulações noturnas - IX
foto - sampaio rego
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário