deus:
hoje.
voltei a entrar em tua casa e lembrei-me da parábola do filho pródigo –
empurrei a porta e caminhei. benzi-me. ajoelhei e falei-te como
se nunca te tivesse abandonado – mas a verdade é que não estavas lá para me
ouvir. não me vieste receber de braços abertos e não mandaste “matar
um cordeiro para fazer um banquete porque este teu filho estava morto e reviveu.
estava perdido e foi encontrado”*– a tua casa estava cheia de silêncio e os teus
santos. sisudos. não tiraram os olhos do céu – era como se nada
vivo existisse entre o teu altar e a porta que deixa entrar gente magoada –
percebi então que não pequei contra o céu – não se pode pecar contra aquilo não
existe – levantei-me. passei por s. judas tadeu e meti na caixa
das esmolas um bilhete com um recado para ti: estou em minha casa
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