um dia serei apenas este que escreve. porque em boa verdade. neste mundo a que não pertenço. nada mais sou do que uma hipérbole de mim mesmo – e aqueles. por se saberem daqui. insistem que não sou o que as palavras dizem que sou. um dia. depois do sol cair. hão de dizer que fui o que as palavras diziam – tudo o que realmente sou vive neste corpo estranho que não sabe quem é. nem de onde veio – morrerei feito palavra escrita. porque falar não sei e. mesmo que soubesse. quem haveria de me querer ouvir? – talvez os peixes. talvez
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