guardei a vontade de escrever junto ao cravo
e procurei em mim por outra revolução que tornasse diferente – como não tenho
regaço. nem sou santo. nem me dou com santos. das mãos não me brotou nada que
me fizesse sair para a rua com uma magnólia ao peito – uma revolução de
magnólia faz nascer homens para um futuro brilhante – visto o pijama – na
cadeira. as calças vincadas. a camisa branca engomada. o casaco preto. as meias
pretas e as cuecas dobradas em quatro - em frente. um crucifixo recorda-me que
não há revoluções sem fé – rezo – peço perdão - espirro por um resfriado que
ainda nem apanhei – sento-me de costas para os símbolos da imortalidade e peço
uma nova vida noutra existência – desta estou esgotado – não quero levar nada
daqui além do meu computador. apenas as memórias más para não voltar a cair nos
mesmos erros – tudo o resto pode ser diferente... tudo. menos isso. quero a
mesma companheira
.................................................................................não tirem o vento às gaivotas
26/04/2017
revolução da magnólia
foto - google
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