«Sabiamente, Henry James aconselhava os escritores a não escolher um louco para personagem principal de uma narração, pois não sendo o louco moralmente responsável, não haveria verdadeira história para contar.» Gore Vidal - in Delírio, Laura Restrepo
mas tu estás
louco? não. nunca saberia compor uma loucura com palavras. se fosse música.
talvez - a loucura de um homem depende sempre da companhia de quem o escuta –
na maior parte das vezes estou só. penso só. ouço o que digo. o ego precisa de
silêncio – mas é nesse silêncio que percebo a crueldade com o que não gosto.
por isso digo: não estou louco. estou é cruel com o que não gosto. e muitas
vezes não gosto do que penso. parece-me isso um pouco louco – outras vezes não
gosto da companhia. é nestas alturas que fico quase louco – seria trágico
trazer-vos para a companhia de alguém como eu: alguém cruel
Aqui, consigo serenar a minha crueza. Quase consigo perdê-la de vista, por detrás da opacidade da minha solitária lucidez.
ResponderEliminarBeijo
Luz
obrigado luz - um desabafo da noite - nessa noite as injustiças ganharam rosto e a mão queria ser cruel - mordi-a
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