tempo moderno. no homem a máquina e na
máquina o homem – os antepassados não compreenderiam. eu. também passado. ou
quase. compreendo porque ouço vozes a dizer: está tudo bem. correu tudo bem. a
pedra foi dinamitada – raios de pedra. implodiu dentro de mim. onde moram
outros eus: a família. os amigos. os abraços. os cumprimentos. e aqueles que
transformam um simples bom dia numa viagem ao tempo dos bisavós – antigamente. bom
dia era unicamente educação – pum. momentaneamente deitamos as mãos aos
ouvidos. a implosão é sempre uma explosão para os tímpanos – ouvi dizer que os
ouvidos estão presos ao coração por lágrimas que ainda não foram choradas – mas
não. o barulho era enganador. traumas do que ouvimos noutras vidas – aqui. é
festa. é garrafa de dom pérignon. explodiu de alegria enquanto do céu caiam mil
confeitos. mil cores. há quem diga que
são lágrimas secas. outros. com mais fé. dizem que são sorrisos de quem o
espera no passeio da foz – ainda há mar para ver. e um rim finalmente em
descanso
.................................................................................não tirem o vento às gaivotas
20/01/2012
então até já
van gogh
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