.................................................................................não tirem o vento às gaivotas

20/01/2012

então até já



van gogh


tempo moderno. no homem a máquina e na máquina o homem – os antepassados não compreenderiam. eu. também passado. ou quase. compreendo porque ouço vozes a dizer: está tudo bem. correu tudo bem. a pedra foi dinamitada – raios de pedra. implodiu dentro de mim. onde moram outros eus: a família. os amigos. os abraços. os cumprimentos. e aqueles que transformam um simples bom dia numa viagem ao tempo dos bisavós – antigamente. bom dia era unicamente educação – pum. momentaneamente deitamos as mãos aos ouvidos. a implosão é sempre uma explosão para os tímpanos – ouvi dizer que os ouvidos estão presos ao coração por lágrimas que ainda não foram choradas – mas não. o barulho era enganador. traumas do que ouvimos noutras vidas – aqui. é festa. é garrafa de dom pérignon. explodiu de alegria enquanto do céu caiam mil confeitos. mil  cores. há quem diga que são lágrimas secas. outros. com mais fé. dizem que são sorrisos de quem o espera no passeio da foz – ainda há mar para ver. e um rim finalmente em descanso

 


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