théodore géricault
cortei as pernas. já não tenho mais caminho para
fazer – para que quer um homem pernas que não o levam a lado nenhum? para nada
– cortei-as em rodelas e pendurei-as numa figueira. oferenda à passarada
necrófaga – um fim nobre para carne que já não serve – as árvores morrem de pé
e não têm pernas
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