parei. banhado pelas
memórias
todos temos um dia que parar
mas queria tanto acabar de
pé
nesta imagem refletida sou
dor
ouço vozes da lida
jornaleira
almas sedentas gritam fome
e na labuta das rudes
enxadas
nasce o pão de mãos
escarpadas
com gritos de raiva me faço
subir
contra a corrente sofro a
sorrir
nas costas do rio. molice
levava
bravura das almas atadas ao
mar
hoje. apagado do tempo
presente
subo e desço em sonhos
perdidos
e na crença milagrosa de santa
joana
lembro a fé das margens em
festa
agora. aguardo a bravura do
tempo
e no levantar destas minhas
mãos
deixarei este meu ser
mergulhar
nesta água que me viu nascer
são
gonçalves. nossa colega do site luso poemas. desafiou-me a escrever sobre a
esta bonita imagem de um moliceiro – o resultado foi este
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