as mãos. outrora fortes. crentes na
imortalidade atrofiaram. enroscaram-se nos pulsos – são agora escadas em
caracol para o inferno – subiram. degrau a degrau. até que um dia. envelhecidas
pelo tempo. suicidaram-se no silêncio do corpo – maldito corpo que pariu umas
mãos assim. maldito belzebu. maldita língua – se ao menos soubesses dizer o meu
nome. talvez ainda fosse a tempo de colar a cabeça noutro corpo – aproveitava
os olhos. os ouvidos. a boca. o sabor dos dias nebulosos. das maçãs à porta da
loja. da espiga vermelha. do casaco aos retalhos. dos sapatos de verniz com
aquela fivela dourada. do pente que arrastava o cabelo para trás do nada. do
old spice a fingir o ar do mar – aproveitava tudo. menos o coração – era então
outro – sempre disse que este coração me levaria à morte
.................................................................................não tirem o vento às gaivotas
14/12/2011
cadáver procura-se
jackie k. seo
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Meu estimado amigo. É sempre com muito
ResponderEliminargosto que venho ao seu blogue,quase
sempre silenciosamente.Quero desejar-lhe,
apesar do contexto, o melhor Natal possível
a si e sua Família.
Um beijinho
Irene Alves
obrigado irene.
ResponderEliminarterei com toda a certeza um bom natal - estarei no meu mundo. um que ajudei a criar - tenho muita fé no futuro - desejo-lhe também um feliz natal e um óptimo ano 2012 - obrigado
Olá, amigo poeta! Tem um presente de Natal para você no Távola de Estrelas!Desejamos a você votos dum Natal muito Feliz e de um Ano Novo Maravilhoso!
ResponderEliminarabraços e beijos,
JouElam & Dani
Távola de Estrelas: http://jorgemanueledanieledallavecchia.blogspot.com/2011/12/um-selinho-pra-voce.html
obrigado amigo.
ResponderEliminarestou grato às palavras por estes moomentos de partilha
desejo-lhe o melhor para este natal e um 2012 fantástico
abraço