rené magritte
um dia destes. quando o sol nascer do
outro lado do meu meio corpo. estarei de costas para este meio dia que vejo – há um
descompasso de meio dia dentro do meu meio corpo: meio coração. meio batimento
cardíaco. meio litro de sangue e meia lata de lágrimas guardadas para um aperto
afetivo. um pé-de-meia de quem sabe que a vida se faz de meias verdades –
talvez seja um problema giratório – meio. meio-dia. e uma multidão horrorizada
abala do meio-dia que albergo para outro meio que ainda não sei onde fica –
ouço bach – só a música traz a vida por inteiro até ao meu meio corpo – e eu. sem saber a qual meio dia darei a alma por
inteiro – escreverei até descobrir
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