.................................................................................não tirem o vento às gaivotas

12/12/2011

de nihilo nihil





                                                  peter paul rubens – ressurreição



compreender estas sombras não me é possível. há uma ordem nas palavras que não domino: dor. saudade. alegria. recordação. amor. amizade. abraço. lágrima. compreensão. bondade. resignação – tudo se devora da carne da minha carne – e os olhos calam-se

 

*de nihilo nihil – nada vem do nada – nada foi tirado de nada. isto é. nada foi criado. pois tudo o que existe sempre existiu; este aforismo resume a filosofia de lucrécio e de epicuro



2 comentários:

  1. Gosto de vir aqui e sentir as palavras à flor-da-emoção. Gosto de ser surpreendida pela pessoa que as articula com uma capacidade imensa de se olhar e olhar dentro dos olhos e questionar os contornos do tudo e do nada de quem o lê. Gosto de entrar e sentir a autenticidade e a elegância de quem recebe e me convida a voltar e me permite aprender.

    Um abraço muito grato, Sampaio. Seja muito feliz.

    Luz

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  2. nesta catarse da escrita acabo por descobrir vida perdida no tempo. num tempo onde as mãos estavam escondidas nos bolsos do medo – vergonha? não sei – sei que é bom escrever. mesmo sabendo que a vida anda mais depressa que as palavras que vos escrevo

    obrigado luz

    feliz natal

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