conheço um homem que só tem uma asa
um olho
e uma mão que sabe escrever sem erros
voa em círculo
procura a outra mão
a única capaz de desenhar asas
já não encontra razão para caminhar
só com uma asa
na plenitude dos círculos
a selva dos olhares
uns olham para a asa que voa
outros. procuram a asa
que nunca existiu
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