.................................................................................não tirem o vento às gaivotas

17/06/2010

agora. pari uma sebenta








agora. essas palavras

tão ordenadas. parecem frágeis

enfatuadas. como fantasmas vagos

que buscam alma. mas falham os detalhes

 

agora. o vento sopra forte

como katrina. sem ordem. sem sorte

as letras dançam. sem saber seu abecedário

mas seguem. sem rumo. em espiral imaginária

 

agora. desarrumo os pensamentos

louco como o desejo nos seus momentos

junto os cacos da mente. recompondo-me

mesmo o caos. para no fim. reinvento-me

 

agora. tudo está sólido. como aço

dos estaleiros de gdansk. pesado no abraço

forjado na força. sem desatino.

seja na guerra ou no destino

 

agora. ergo um castelo de palavras

em epístolas. de desejos sem amarras

sórdidos. mas com a beleza da noite

festejando o efêmero que em mim açoite

 

agora. pari uma sebenta

versos que se arrastam. mas tentam

colocando o caos em ordem. em sua essência

transbordando em pura existência




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