agora. essas palavras
tão ordenadas. parecem frágeis
enfatuadas. como fantasmas vagos
que buscam alma. mas falham os detalhes
agora. o vento sopra forte
como katrina. sem ordem. sem sorte
as letras dançam. sem saber seu abecedário
mas seguem. sem rumo. em espiral imaginária
agora. desarrumo os pensamentos
louco como o desejo nos seus momentos
junto os cacos da mente. recompondo-me
mesmo o caos. para no fim. reinvento-me
agora. tudo está sólido. como aço
dos estaleiros de gdansk. pesado no abraço
forjado na força. sem desatino.
seja na guerra ou no destino
agora. ergo um castelo de palavras
em epístolas. de desejos sem amarras
sórdidos. mas com a beleza da noite
festejando o efêmero que em mim açoite
agora. pari uma sebenta
versos que se arrastam. mas tentam
colocando o caos em ordem. em sua essência
transbordando em pura existência
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