.................................................................................não tirem o vento às gaivotas

15/06/2010

sombra








já não sei se mate a ideia – herança

trago-a comigo há demasiado tempo – peso

pena é que as solas estejam gastas – desgaste

resta-me os suspensórios – remendo

assim seguro o que me sobra do corpo – pendente

pendurados. dois botões de chapa amarela – bijutaria

o sol tingido de negro-morte – sombra

o luar cada vez mais distante – desapareço

as sombras sou eu que as faço – justas e últimas



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