desce a ex-vida
desce
desce
descem
lágrimas
sobem
lembranças
descem
as despedidas
sobem
as saudades
descem
os amuos
sobem
as virtudes
descem
as fraquezas
sobem
as forças
todos
os que partem são bons
apenas
a mentira prevalece incólume
desce
desce
descem
sons aflitos
no
buraco. o silêncio pesa. eterno
dentro
da urna. a revolta
reviro-me
reviro-me
ouço
além de um qualquer muro
o
barulho abafado dos que me choram
calado
pela terra imunda que me pisam
grito
grito
cai
a primeira pá de terra
outra
outra
o
buraco está meio cheio. meio vazio
as
flores alinham-se nas mãos da multidão
serão
elas a enfeitar a memória
grito
grito
quero
ser cremado
não
suporto mais terra
o
fogo mata todos os vermes
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